Jornal do Commercio

Náutico

Por conta do alto salário, Náutico vai procurar um novo clube para Elicarlos

Time alvirrubro não tem mais interesse de permanecer com o volante no seu elenco

Felipe Amorim

Publicado em


Edmar Melo/JC Imagem

Dono do maior salário pago pelo Náutico na temporada 2014, o volante Elicarlos, com contrato até dezembro de 2016, deve estar encerrando o seu segundo ciclo no clube. Pelo menos é essa a intenção da diretoria alvirrubra.

Como o Náutico passa por um novo momento de reajuste na folha salarial do elenco (vai trabalhar com uma folha mensal de R$ 350 mil), os jogadores que interessam já estão sendo procurados para tentar uma redução salarial, e Elicarlos, que recebe R$ 72 mil (parte paga pelo próprio timbu e a outra parte arcada por um grupo de investidores), não está presente nesta lista.

“Acho que vamos liberar Elicarlos para procurar um outro clube. Ainda não chegou nenhuma proposta para nós, mas hoje ele ganha um salário fora da nossa nova realidade”, afirmou o vice-presidente de futebol José Barbosa ao JC, que completou. “Ele é um bom menino, mas já está há muito tempo no clube e precisa oxigenar”.


Só que para se desfazer de Elicarlos não será tão fácil, conforme explicou o empresário Constantino Júnior. “Primeiro, o clube deve pagar o que está devendo (três meses de carteira, três de imagem, férias e a primeira parcela do 13º salário). Depois, a gente vê o que faremos”, afirmou. Segundo Constantino, Elicarlos se reapresentará normalmente para o início da pré-temporada no dia 30 de dezembro, na nova data marcada para o retorno dos atletas. “Se até lá eles não nos procurarem, vamos ver o que será feito”, disse.

Elicarlos completou nesse ano a sua sétima temporada de Náutico. Se ele já viveu verdadeiros dias de ídolo, 2014 foi a sua pior fase no clube. Apesar de ter entrado em campo em 44 partidas e marcado 3 gols, ele nunca foi uma unanimidade para a torcida.

A maior polêmica no ano, no entanto, aconteceu no dia 9 de agosto, quando o Náutico perdeu para o Santa Cruz por 3x0, no Arruda, pela 15ª rodada da Série B, e o então técnico Sidney Moraes pediu sua cabeça. O treinador acabou sendo demitido um dia depois e o ex-capitão ficou 14 dias treinando em separado para melhorar a forma física.


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