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HABEAS CORPUS

Caso Aldeia: viúva e filho podem receber liberdade nesta quinta-feira

O advogado de defesa fica no aguardo da decisão da câmara criminal, que pode ser emitida a qualquer momento, com a liminar de soltura

JC Online

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A decisão será julgada por desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco
A decisão será julgada por desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco
Foto: Renato Spencer/Acervo JC Imagem

Uma liminar de soltura pode ser emitida entre esta quarta (11) e quinta-feira (12) em favor da farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, 54 anos, e o engenheiro civil Danilo Rodrigues Paes, 23. Os dois estão presos desde o dia 5 deste mês de junho na Colônia Feminina do Recife e no Centro de Observação de Abreu e Lima (Cotel). A dupla é suspeita de matar e ocultar o corpo do médico Denirson Paes da Silva, 54 anos, esposo e pai dos suspeitos, respectivamente.

A previsão para a soltura de mãe e filho foi feita pelo advogado de defesa Alexandre Oliveira, nesta quarta-feira (11), após entregar um pedido de habeas corpus. De acordo com a solicitação enviada a uma Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco, “faltam elementos que demonstrem estarem presentes os requisitos da prisão temporária.” O documento será julgado por três desembargadores. Após um consenso, um desembargador relator dará a decisão contra ou a favor da liberação temporária dos suspeitos.


Nos autos do processo consta uma sugestão do advogado, que redigiu ao desembargador a opção de colocá-los em prisão domiciliar, com o uso da tornozeleira eletrônica. Confiante, o advogado relata que seus clientes possuem uma outra casa, também em Aldeia, e lá podem ficar até que seja emitida outra decisão judicial. Esta outra residência da família fica localizada no Privê Village Residence, no quilômetro 7 de Aldeia, em Camaragibe, há cinco quilômetros de distância da casa onde o corpo do médico Denirson Paes foi encontrado esquartejado, no dia 4 de junho.

Aguardam a decisão em celas privilegiadas 

Enquanto isso, Jussara aguarda a decisão na Colônia Penal Feminina do Recife, e Danilo no Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel). Eles estão em celas privilegiadas por terem diploma de ensino superior. Na cela em que o engenheiro civil está tem, além de televisão e colchões mais confortáveis do que em outras celas, há jogos de totó e sinuca para distrair os presos. A Secretaria de Ressocialização do Estado nega que na nova cela tenha jogos e confirmou apenas a existência de um TV para uso geral.

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