Infraestrutura

Porto de Suape tenta atrair exportação de frutas do Vale do São Francisco

Reunião entre exportadores e governo do Estado para discutir demanda

Da editoria de economia
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Publicado em 10/10/2015 às 9:50
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Reunião entre exportadores e governo do Estado para discutir demanda - FOTO: Igo Bione/JC Imagem
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As exportações de frutas de Pernambuco saem do Nordeste pelos portos de Salvador e de Pecém (CE). Apesar da boa infraestrutura do Complexo de Suape, os fruticultores alegam que o terminal é menos competitivo do ponto de vista de custos e da disponibilidade de serviço das companhias marítimas. Ontem o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões, recebeu exportadores para discutir alternativas para retomar as exportações por Suape. 

“O Porto de Salvador está a uma distância de 500 quilômetros do polo de fruticultura, enquanto Suape está a 850 quilômetro. Essa diferença aumenta o custo rodoviário em R$ 1 mil por contêiner. Isso sem falar nas taxas do Tecon Suape que são mais caras que a dos outros terminais e da falta de linhas para a Europa. Nossa negociação acontece direto com os armadores e são eles que decidem em que porto farão a operação. Em Salvador, pelo menos quatro companhias marítimas (Hamburg Süd, CSAV, CMA CGM e Hapag-Lloyds) oferecem o serviço com linhas semanais para a Europa”, observa o presidente do Sindicato Rural de Petrolina, Edis Matsumoto. 

O secretário Thiago Norões diz que a reunião de ontem serviu para se aproximar e conhecer as lideranças do setor, na tentativa de conhecer as demandas para retomar as exportações por Suape. “Desde a crise de 2008, o polo de fruticultora se voltou para o mercado interno. Hoje com o dólar favorável e a melhora nas economias da Europa e dos Estados Unidos se abre um novo ciclo e queremos preparar o porto para participar dessas exportações”, afirma. 

Além dos exportadores, a reunião contou com a participação do Tecon Suape e de equipes técnicas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para avaliar as mudanças que serão necessárias para que Suape seja competitivo na exportação de frutas. A conversa também vai precisar incluir os armadores, que negociam a operação diretor com os exportadores. “As operações de carga e descarga nos portos é realizada pelas companhia marítimas, mas os preços são repassados para o cliente. Também será necessário equiparar as taxas cobradas pelo Tecon Suape, que cobra mais caro pelas tomadas de energia para ligar os contêineres refrigerados e pelo monitoramento da temperatura”, complementa Matsumoto.

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