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Dominguinhos Reverenciado por Forrozeiros em Garanhuns

Festival Viva Dominguinhos Antecipa Temporada Junina no Estado

JC Online

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Viva Dominguinhos, ao mestre com carinho
Viva Dominguinhos, ao mestre com carinho
foto: Rodrigo Lobo/JC Imagem

"No meu Garanhuns/ o forró é bom demais/ todo mundo se sacode/ cada vez querendo mais". Os versos de Meu Garanhuns (do pandeirista Zezum), canção gravada por Dominguinhos, poderiam ser a chamada do festival Viva Dominguinhos, que começa hoje, em Garanhuns (a 231km do Recife), e se estende até sábado, com 25 atrações nos dois palcos, o Canta Dominguinhos, no Espaço Colunata, no Centro da Cidade, e na Praça Cultural Mestre Dominguinhos, próximo ao Centro.

Pela quarta vez, Garanhuns reverencia seu José Domingos de Moraes, na hierarquia da música popularnordestina o segundo nome logo depois de Luiz Gonzaga. A biografia de ambos se entrelaça, desde um dia, no final dos anos 40, quando o Rei do Baião foi àquele município do Agreste e conheceu Dominguinhos, ou Neném, como era chamado em casa, tocando com os irmãos, nas ruas da cidade.

Garanhuns que já abriga um imenso festival de inverno, abriu o calendário para um evento consolidado, que se populariza a cada ano. Estima­-se que mais de cem mil pessoas passem pela cidade durante os três dias do Viva Dominguinhos, que abre a temporada de festejos juninos no Estado: "Estamos muito felizes com a realização do festival e com os benefícios gerados por ele. Temos certeza de que tudo o que é investido no Viva Dominguinhos volta ao município como incremento em cultura e na economia, movida por bares, restaurantes e hotéis", comenta o prefeito Izaías Régis.

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A escalação do Viva Dominguinhos espelha um pouco o ecletismo do homenageado. Não é exatamente um festival de forró pé­-de­-serra, mas de forró, com a abrangência que o gênero hoje tem, acolhendo de Gennaro, um dos mais talentosos sanfoneiros nordestinos, ex­Trio Nordestino, à dupla Os Nonatos, formado por Nonato Costa e Nonato Neto, dois virtuosos da cantoria de viola, que se especializam no forró de plástico, fuleiragem, sertanejo, ou que outros nomes tenha o estilo musical mais popular do país.

No entanto, a rigor, a novidade desta edição é o Cantoria Agreste, grupo de veteranos, cujas carreiras seguiram paralelas à de Dominguinhos. Marcelo Melo (Quinteto Violado), Gennaro, João Neto (que tocou doze anos com ele) e Sergio Andrade (Banda de Pau e Corda). E, ainda, Andrea Farias, garanhuense, que girou o mundo com o bossanovista Roberto Menescal, com um repertório de clássicos do forró.

BALANCEADO

O pé­-de­-serra propriamente dito abre o Viva Dominguinhos com nomes como a Orquestra Sanfônica, Os Coroas do Forró e Juliano do Acordeom. Há forró de todo tipo e tamanho, do pé­de­serra de Targino Gondim ao sanfoneiro Cezzinha, um dos mais aplicados alunos de Dominguinhos. As apresentações são gratuitas.


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